Recomendações

(20)
Jana Camargo, Administrador
Jana Camargo
Comentário · há 25 dias
Sou mãe. Meu filho recebe a chamada pensão alimentícia desde 1 ano e meio de idade. O pai dele é musicista e regente de corais; em parte autônomo e em parte funcionário público. A juíza colocou a ação em 25% de TODOS os proventos, (autônomo + adm. pública), mas o meu filho recebeu sempre a parte descontada do salário de funcionário público . A parte referente aos ganhos dele como autônomo (que, claro, é a maior) ele nunca recebeu. O pai do meu filho vem sonegando o imposto de renda desde sempre. Inclusive, ambos somos servidores no mesmo Município e ele apresentou a certidão de nascimento do nosso filho e o cadastrou como dependente, algo que só foi descoberto ano passado pela administração e, então, cancelaram o desconto tanto dele quanto o meu. Precisei ir à administração mostrar que detenho a guarda e o meu filho recebe a pensão alimentícia, para fazer jus novamente ao desconto sobre o imposto de renda. Durante um ano, ele recebeu como autônomo um plus de R$5.000,00 mensais por prestar um serviço diferenciado como regente (autônomo) em outra prefeitura e jamais pagou um centavo sobre esse valor a título de pensão alimentícia para o nosso filho. Quando entrou a pandemia, ele perdeu muitos trabalhos autônomos e me pediu para reduzir a pensão. Será que eu realmente deveria aceitar isso? Eu sempre entro em acordo com ele porque felizmente também sou funcionária pública e, apesar de estarmos sem reajustes e vir equilibrando ao máximo os gastos, consigo garantir ainda alimentação, roupas, plano de saúde, medicamentos, psicóloga, odontologista, internet para os trabalhos da escola e o que restou de lúdico na pandemia. Antes ainda havia material escolar e transporte para a escola. E isso que nem chegamos ao lazer... Assim como os empregos diminuíram, os alimentos, luz, gasolina, etc, aumentaram um absurdo. Tudo tem sempre dois lados. Tem muitas mães que, infelizmente, não tem um emprego estável como o meu e precisam ampliar sua jornada de trabalho muitas vezes para poder dar uma roupa melhor pro filho, garantir uma carne de vez em quando na mesa, comprar um celular melhor pro filho poder estudar, um pacote de internet. Fazem faxina, pão, bolo, bordado, ovos na páscoa e arranjos nos dias das mães. Então chegam em casa exaustas e ainda tem que dar conta da educação, cobrar as tarefas, ensinar a serem homens/mulheres de valor, fazer comida, lavar roupa, para ao fim da noite, entre um olho aberto e um fechado, agradecer a Deus por ela ter saúde e pelos filhos maravilhosos que ela tem. E é por isso que este artigo é muito válido. Obrigada, doutora, pela sua empatia. Vou compartilhar para, quem sabe, outras mães terem acesso a essas preciosas informações.
Novo no Jusbrasil?
Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres
Fale agora com Nathalia
Av Paulista, 302 CJ 10 - São Paulo (SP) - 01310000

Nathalia De Campos

Av Paulista, 302 CJ 10 - São Paulo (SP) - 01310-000

Entrar em contato